“Eu sabia que és Deus que tem compaixão e misericórdia.” (Jn 4.2)
Jonas, indignado, não aceita a compaixão que Deus mostrou aos habitantes de Nínive, inimigos de seu povo, Israel. O profeta, irritado com Deus por ser compassivo e misericordioso, chega ao ponto de desejar a própria morte. “Eu sabia que és Deus que tem compaixão e misericórdia” (Jn 4.2), reclama Jonas em sua revolta.
“Eu sabia que és Deus que tem compaixão e misericórdia”, murmura Jonas, expressando sua frustração com a generosidade divina com os ninivitas. A ironia não poderia ser mais evidente. Jonas, que deveria ser um mensageiro da graça divina, não consegue compreender a amplitude da compaixão de Deus.
Esse episódio reflete uma realidade contemporânea. Isso ressoa nos dias de hoje, quando muitos anseiam pelo amor de Deus, mas questionam seu amor quando é estendido a quem julgam indigno. Muitos anseiam pelo amor de Deus, mas questionam sua compaixão quando é estendida aos seus desafetos. A história de Jonas é um espelho que revela nossa própria luta em aceitar a graça incondicional.
Deus não se limita por nossos critérios humanos. Ele enviou seu Filho Jesus para morrer em nosso lugar, sofrendo o nosso castigo. Em Cristo, somos perdoados e libertos do juízo divino. É ele quem nos dá forças para superar nossa indignação e abraçar a generosidade divina que vai além de nossos padrões limitados. A história de Jonas nos mostra que nessa surpreendente compaixão encontramos a verdadeira essência do amor divino.
Oremos: Ó Deus, que nos surpreende com tua compaixão, ajuda-nos a receber e compartilhar essa generosidade com os outros. Que nossa visão seja transformada pela amplitude do teu amor. Em Cristo. Amém.
Adilson Giliard Magedans