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LIÇÃO 6

Lição 6 – Quem é Jesus para você?

Agora chegamos ao ponto alto do nosso estudo para responder a pergunta: “Quem é Jesus?”. Tudo o que lemos até agora no Evangelho de Mateus, nos conduz para este momento. Neste módulo, seguiremos a Jesus em seu julgamento oficial diante de Pôncio Pilatos, na sua morte e ressurreição no primeiro dia da semana, e na sua ascensão ao céu, quarenta dias depois.

Juízo e tortura

Leia Mateus, capítulo 27.1 a 31

Como os líderes religiosos judeus não pudessem matar a Jesus sem ter a aprovação do exército romano, que reinava nesse lugar, Jesus foi levado a Pilatos, o governador romano. Enquanto isso, Judas Iscariotes, o que havia traído a Jesus, sentiu remorso pelo que fez, devolveu o dinheiro e suicidou-se. Judas não confiou que Deus poderia perdoá-lo pelo que havia feito. Judas estava enganado. Leia as palavras do apóstolo Paulo em 1 Timóteo 1.12 a 15, a respeito do mal que ele fez, e do grande amor de Deus em Cristo. No versículo 11, o evangelista Mateus de novo relata a respeito do julgamento de Jesus dirigido por Pilatos.

Os judeus disseram a Pilatos que Jesus dizia ser o rei dos judeus. Pilatos perguntou reservadamente a Jesus se realmente era o Rei dos Judeus e ele respondeu que sim, que era o Rei dos Judeus. Quando, porém, o povo começou a apresentar acusações falsas, Jesus nada respondeu. Pilatos lembrou que era costume durante a época da Páscoa libertar um prisioneiro em sinal de bondade de Roma para com o povo. Pilatos tinha um preso chamado Barrabás, um conhecido criminoso, e o levou juntamente com Jesus diante da multidão. Pilatos estava certo de que escolheriam soltar a Jesus em vez de Barrabás. A Escritura nos diz que o Sumo Sacerdote e os anciãos dos judeus convenceram o povo para que votassem em Barrabás e mandassem crucificar a Jesus. Pilatos sabia que Jesus não havia feito nenhum mal, mas quando tratou de dizer isso à multidão, eles começaram a gritar e pedir que matasse Jesus. Pilatos e os judeus nunca se deram bem. Pilatos ficou com medo de uma revolta e por isso decidiu que, ao invés de dizer a verdade, “lavaria as mãos” de todo este problema, como se não tivesse culpa. Estava errado, pois Jesus disse: “Quem não me ajuda a ajuntar está espalhando” (Mateus 12.30).

Jesus foi levado pelos soldados até o palácio do governador, onde outra vez foi torturado e humilhado. Roubaram a sua roupa. Os soldados romanos colocaram uma túnica púrpura e uma coroa de espinhos em Jesus. Soldados zombavam de Jesus dizendo: “Viva o Rei dos judeus.”

De fato, este era o Filho de Deus!

Leia Mateus, capítulo 27.32 a 66

Jesus foi forçado a carregar a sua própria cruz em seu caminho para a crucificação. Ele se sentia muito fraco. Um homem chamado Simão havia vindo a Jerusalém para festejar a Páscoa. Enquanto Simão estava em seu caminho, Jesus e os soldados passavam. Jesus se cansou e caiu por causa do peso da cruz e então os soldados obrigaram Simão a carregá-la. Quando Jesus chegou ao lugar onde iria morrer, ofereceram-lhe uma bebida amarga. Ele a rejeitou. Sabia que teria de suportar esta dor até o final. Os soldados repartiram entre si as roupas de Jesus, e sortearam a sua túnica ali, junto à cruz.

Muitos séculos antes, o rei Davi escreveu o Salmo 22, um salmo de grande sofrimento, que profetizou os eventos da crucificação de Jesus. Pilatos mandou colocar um letreiro na cruz, que dizia: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus”. As pessoas que passavam onde Jesus estava crucificado zombavam dele. Diziam que se ele não podia salvar-se a si mesmo, como poderia destruir o Templo e reconstruí-lo em três dias? Eles gritavam: “Se você é mesmo o Filho de Deus, desça da cruz e salve-se a si mesmo.” Observe a semelhança com a tentação de Satanás no deserto (Mateus 4). Jesus sabia que, segundo o plano de Deus, ele deveria morrer na cruz e carregar o pecado de toda a humanidade. Assim foi feito. A morte na cruz era a mais cruel, e também a mais comum entre os criminosos naquela época. Era uma maneira lenta e dolorosa de morrer, e um dos métodos mais cruéis e desumanos. E essa foi a maneira que Deus escolheu para a morte de seu Filho Jesus, a mais humilhante e dolorosa. A agonia, o sofrimento físico e mental, eram apenas uma parte dos sofrimentos de Jesus.

Da hora sexta (meio-dia), até a hora nona (três da tarde), uma grande escuridão tomou conta da Terra. O sol simplesmente deixou de brilhar! E no meio da escuridão se ouviu uma voz que dizia: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”. O Filho foi abandonado pelo Pai. Jesus sofreu toda a dor e agonia do inferno. Ninguém pode imaginar a experiência de ter sido abandonado por Deus. É indescritível!

E porque Jesus sofreu, agora ninguém mais precisa passar por este sofrimento novamente. Quando Jesus deu o último suspiro, tudo acabou. O preço dos pecados dos seres humanos foi pago de uma vez por todas. Como sinal do que havia acontecido, as cortinas do Templo de Jerusalém se rasgaram ao meio. Esta cortina separava o homem pecador do lugar santíssimo no tabernáculo, o lugar de Deus. Jesus havia removido de uma vez por todas a parede de separação. Deus mostrou isto com um grande terremoto. Muitas sepulturas se abriram e muitos ressuscitaram dos mortos (Isaías 26.19).

Um soldado romano, que era centurião, comandava o processo da crucificação de Jesus. Ele talvez já tivesse visto muitas destas mortes, mas depois do que ele viu acontecer com Jesus, ele se encheu de medo e disse: “De fato, este homem era o Filho de Deus!”. A lei dos judeus não permitia que os corpos ficassem na cruz durante o sábado. O dia do descanso para os judeus começa com o pôr do sol da sexta-feira. Jesus morreu às três horas da tarde. Ao chegar a noite, um homem chamado José, que era seguidor de Jesus, foi até Pilatos e perguntou-lhe se poderia levar o corpo de Jesus para ser sepultado. Pilatos permitiu que ele o fizesse. José envolveu o corpo de Jesus num pano de linho branco e o colocou em sua sepultura, cavado em uma rocha. Uma grande pedra foi colocada para fechar a entrada da sepultura. No dia seguinte, os chefes dos sacerdotes e os fariseus foram até Pilatos e pediram que enviasse soldados para fazer a guarda da sepultura de Jesus. Estes líderes religiosos temiam que os discípulos roubassem o corpo de Jesus, pois havia rumores de que Jesus ressuscitaria ao terceiro dia. Pilatos enviou um grupo de soldados e estes selaram a entrada da sepultura para que ninguém entrasse.

Quem é Jesus para você?

Leia Mateus 28.1 a 20

Ao terceiro dia após a morte de Cristo, na manhã de domingo, Maria Madalena e uma outra Maria, se dirigiram à sepultura. De repente ouviu-se um terremoto, e um anjo removeu a pedra que havia sido colocada na entrada da sepultura de Jesus. O anjo era como uma luz brilhante e as suas vestimentas eram brancas como a neve. Os guardas romanos tiveram tanto medo que não puderam se mexer! O anjo falou às mulheres dizendo para que não tivessem medo, pois Jesus, que havia sido crucificado, não estava ali, mas que “já foi ressuscitado!”. As mulheres olharam a sepultura vazia e então o anjo lhes disse para que fossem e contassem aos discípulos de Jesus que ele havia ressuscitado e que os encontraria na Galileia, como havia prometido!

As mulheres não podiam acreditar. Estavam cheias de alegria. Sabiam que o que o anjo havia dito era verdade. Correram, e quase caíram quando viram que Jesus estava parado na frente delas. Não podiam crer no que viam. Elas se ajoelharam e o adoraram. Elas sabiam que ele era o Filho de Deus e que o plano de Deus havia se cumprido. O mundo fora salvo dos seus pecados. Jesus havia vencido o poder da morte, do pecado e do maligno. E Jesus disse aos seus discípulos que os encontraria na Galileia. Alguns soldados que estiveram na sepultura e presenciaram os fatos da ressurreição, correram para contar aos chefes dos Sacerdotes tudo o que havia acontecido. Eles eram testemunhas!

Os líderes judeus subornaram os soldados para que dissessem às pessoas que os discípulos tinham roubado o corpo enquanto eles dormiam. Os soldados aceitaram o dinheiro e começaram a dizer estas mentiras. Os onze discípulos (lembre-se de que Judas Iscariotes se suicidara), foram à Galileia e se encontraram com Jesus na montanha. Jesus apareceu a eles. Alguns ainda tinham dúvidas, mas todos o adoraram. Jesus tinha uma última mensagem para eles, e uma tarefa que deveriam realizar a partir daquele dia. Jesus disse a eles: “Deus me deu todo o poder no céu e na terra. Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês. E lembrem disto: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos.” Os seus discípulos nunca estariam sozinhos neste mundo! Estas foram as últimas palavras da história de Mateus, como também é para nós hoje, depois de mais de 2000 anos. Não estamos sós! Cristo vive! Ele está ao nosso lado. O evangelista Mateus foi testemunha de Jesus Cristo. Desde o início de seu evangelho, ele nos diz que Jesus veio para salvar as pessoas dos pecados delas.

Por meio deste maravilhoso ato de Jesus, dos seus milagres, das suas palavras de autoridade e de verdade, dos seus exemplos, da sua morte e ressurreição, em tudo isso, podemos ver claramente Deus operando em favor da nossa salvação. No evangelho de Mateus 16.15, Jesus perguntou: “E vocês? Quem vocês dizem que eu sou?”. Oramos para que a sua resposta seja igual a do apóstolo Pedro: “O senhor é o Messias, o Filho do Deus vivo.”

Questionário

Responda as questões abaixo para avançar para a próxima lição.

1- O que faziam as pessoas que passavam próximo de onde Jesus estava sendo crucificado?

2- A morte na cruz era:

3- Por que Jesus morreu?

4- As cortinas do Templo se rasgaram ao meio. O que isso significava?

5- A que conclusão chegou o centurião que acompanhou a morte de Cristo?

6- Em que local Jesus foi sepultado?

7- Por que Pilatos colocou soldados na entrada da sepultura de Jesus?

8- Quem foram os primeiros a saber que Jesus havia ressuscitado?

9- Qual foi a atitude das mulheres ao encontrarem Jesus no meio do caminho?

10- Quando os soldados contaram a história aos chefes dos sacerdotes, o que eles fizeram?

11- Qual foi a última mensagem de Cristo aos seus discípulos?

12- Qual foi a promessa que Jesus deixou aos seus discípulos e vale também para nós?

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