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LIÇÃO 5

Lição 5 – A última semana da vida de Jesus

Agora vamos olhar para os fatos que aconteceram há 2000 anos, em um lugar muito distante, com um homem que nunca se afastou mais do que alguns poucos quilômetros da sua cidade natal. Entretanto, estes fatos causaram enorme impacto na vida das pessoas de hoje, pessoas aqui deste lugar, e de lugares que ele nunca viu quando estava aqui na Terra. Vamos nos deter nos acontecimentos da última semana da vida de Jesus Cristo. Na lição 3 começamos a estudar esta semana decisiva. Na lição 4 estudamos a traição e o julgamento injusto de Jesus pelos líderes religiosos judeus. Antes da tristeza, porém, há um tempo de comemoração.

Jesus comemora com seus discípulos

Leia Mateus 26.17 a 29

O tempo da festa da Páscoa havia começado. Era o tempo em que o povo de Deus recordava a libertação da escravidão no Egito. A festa da Páscoa exigia o sacrifício de um Cordeiro Pascal, e a comida especial incluía muitos alimentos que lembravam ao povo o amor de Deus por eles. Jesus pediu aos seus discípulos que preparassem um lugar para jantarem juntos. Quando estavam sentados à mesa e começavam a umedecer o pão no molho, Jesus lhes disse que um deles iria traí-lo. Eles ficaram surpresos, e o coração de Judas Iscariotes sentiu que Jesus sabia que ele era o traidor.

O versículo 26, do evangelho de Mateus 26, nos relata algo especial que Jesus fez durante o jantar da Páscoa. Era costume que o chefe da família abençoasse e partisse o pão. Jesus tomou o pão sem fermento, o partiu e o abençoou e o deu aos discípulos dizendo: “Peguem e comam; isto é o meu corpo.” O ritual da Páscoa também incluía um cálice de vinho que seria compartilhado por todos. Jesus tomou o cálice, e depois de ter dado graças a Deus, o deu aos seus discípulos, dizendo: “Bebam todos vocês porque isto é o meu sangue, que é derramado em favor de muitos para o perdão dos pecados.” Os cristãos chamam a estes acontecimentos de Ceia do Senhor ou Santa Ceia. Depois da ressurreição, os discípulos e todos os que reconhecem que Jesus é o Salvador, compartilham desta comida juntos, onde quer que se reúnam.

Para ter uma ideia melhor de como a Igreja, logo após a morte e ressurreição de Cristo, via e realizava a Ceia, leia 1 Coríntios 11.23-27. As palavras do apóstolo Paulo são muito claras quanto à Santa Ceia. É uma grande alegria poder compartilhar a Ceia com outros seguidores de Jesus. Cristo continua oferecendo o perdão dos pecados e o fortalecimento da fé. Os discípulos precisavam ser fortalecidos, da mesma maneira que nós também precisamos.

Jesus no jardim

Leia Mateus 26.30 a 46

Depois que Jesus celebrou a Ceia com os seus discípulos, ele deixou Jerusalém e foi para o monte das Oliveiras. Era um jardim parecido com um parque. Ainda hoje pode-se caminhar em meio às oliveiras que cobrem a parte baixa da colina localizada fora das muralhas de Jerusalém. Era um lugar perfeito para que Jesus passasse muito tempo orando a seu Pai celestial diante dos sofrimentos e tribulações que teria de sofrer. Jesus já havia dito aos discípulos que eles o abandonariam até o cair da noite. Este era o cumprimento de uma profecia encontrada no livro do profeta Zacarias 13.7. Jesus disse aos seus discípulos que não fugiria deles, mas que após a ressurreição se encontraria com eles na Galileia.

É evidente que os discípulos falaram que nunca o abandonariam, mas Jesus sabia a verdade. A área do jardim escolhida por Jesus era chamada de Getsêmani. Ele disse aos seus discípulos que sentassem e esperassem por ele. Jesus chamou a Pedro, Tiago e João para que orassem com ele, e pediu aos três que ficassem acordados, orando com ele a respeito das coisas que iriam acontecer. É interessante ver o que Jesus disse ao seu Pai celestial. Ele sabia da dor e do sofrimento que iria padecer e a tortura que sofreria nas mãos dos homens, pois teria de carregar o castigo pelos pecados de todos. Ele sabia que teria de levar sobre si o castigo de Deus. Ele pediu que, se fosse possível, o Pai afastasse dele este cálice amargo. Perguntou-lhe se havia outra maneira de conseguir a salvação dos homens. Porém Jesus terminou a sua oração com estas importantes palavras: “Não seja feito o que eu quero, mas o que tu queres.”

Aí vemos Jesus obediente a quem o enviou. Jesus orou três vezes. A tensão era tão grande, que “o seu suor era como gotas de sangue caindo no chão” (Lucas 22.44). Os seus discípulos não foram de grande apoio durante este tempo de dor. Em meio às orações, Jesus voltava para junto de Pedro, Tiago e João, e os encontrava dormindo. Finalmente, ele os acordou e voltou para onde estavam os outros discípulos. Jesus disse que a hora em que o Filho do Homem seria traído estava próxima. Ele não fugiu mas foi ao encontro do traidor.

Jesus é traído

Leia Mateus 26.47 a 56

Jesus sabia que Judas iria traí-lo. Judas estava vindo ao seu encontro acompanhado por soldados e líderes religiosos. Os homens estavam armados com espadas. Estavam com medo da reação de Jesus e de seus discípulos, pois era noite, e o jardim estava escuro. Judas disse aos soldados e líderes que beijaria o homem conhecido como Jesus. Para estas pessoas a pergunta era “Quem é Jesus?” ou “Qual destes é Jesus?”. Judas respondeu a estas perguntas com um beijo. Os soldados se apressaram em agarrar Jesus. Um dos seus discípulos, Pedro, sacou a sua espada e cortou a orelha de um dos escravos do Sumo Sacerdote. Jesus se voltou a ele e disse que guardasse a espada. Jesus afirmou aos discípulos que iria ao sacrifício por vontade própria. Se realmente quisesse lutar poderia orar ao seu Pai para que enviasse doze exércitos de anjos para ajudá-lo. No versículo 54, Jesus disse que se isso ocorresse as Escrituras e profecias não seriam cumpridas. Os discípulos tiveram medo de tudo o que estava acontecendo, e fugiram. Jesus foi abandonado, tal como havia predito.

Pedro reconhece que as palavras de Jesus eram verdadeiras

Leia Mateus 26.57 a 75

Jesus foi levado a Caifás, o Sumo Sacerdote do povo judeu. Legalmente os líderes religiosos estavam proibidos de interrogar alguém à noite, mas eles odiavam tanto a Jesus, que queriam livrar-se dele o mais rápido possível. Eles precisavam culpá-lo de algo para acusá-lo no julgamento do dia seguinte. Reuniram testemunhas falsas, mas não conseguiram reunir pelo menos dois que falassem a mesma história.

Finalmente vieram dois homens e disseram que Jesus havia dito que ele poderia destruir o Templo e reconstruí-lo novamente em três dias. Para um judeu, era crime falar contra Deus e contra o Templo. Jesus não respondeu as acusações feitas, e isto enfureceu o Sumo Sacerdote, que ordenou a Jesus que dissesse em juramento se ele era realmente o Messias, Filho de Deus. Jesus respondeu que sim. Quando o Sumo Sacerdote ouviu isto, sabia que poderia condenar a Jesus. Jesus havia dito ser Deus. Para um judeu aquele que quisesse se igualar a Deus, era considerado um blasfemo e sujeito à pena de morte.

Os líderes religiosos ficaram muito satisfeitos com a resposta de Jesus e passaram o tempo torturando aquele que tanto desprezavam. Alguns dos discípulos seguiram a multidão para saber o destino de Jesus. Pedro aguardou no pátio da casa do Sumo Sacerdote. Não sabia o que estava se passando lá dentro, mas estava próximo. Logo foi questionado por uma mulher, que sabia que Pedro era amigo de Jesus. Pedro negou. Outra mulher o viu e disse o mesmo. Novamente Pedro respondeu que não conhecia Jesus. Um grupo reuniu-se ao redor de Pedro e disse que eles sabiam que ele vinha da Galileia, pela sua maneira de falar, e por isso ele tinha de ser um dos discípulos de Jesus. Pedro negou pela terceira vez. Quando acabou de fazê-lo, o galo cantou, e então ele se lembrou das palavras de Jesus quando lhe disse que Pedro o negaria por três vezes naquele dia, e que o galo cantaria logo depois. Então Pedro saiu do pátio correndo e chorando.

Durante a última semana do ministério de Jesus, ele foi confrontado por líderes religiosos furiosos e por seu próprio conhecimento do que iria sofrer. Apesar disso, a sua preocupação sempre estava dirigida a outros, às multidões que se aproximavam dele e de seus discípulos. As palavras do Evangelho de João 3.16 expressam o amor que tinha o nosso Senhor: “Porque Deus amou ao mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna”. Essa vida é sua, graças a Jesus.


Questionário

Responda as questões abaixo para avançar para a próxima lição.

1- O que Jesus foi fazer no monte das Oliveiras após a celebração da Ceia?

2- O que Jesus disse sobre a Ceia do Senhor?

3- Com que palavras Jesus termina a oração?

4- Qual foi o gesto usado por Judas para mostrar aos soldados quem era Jesus?

5- O que os discípulos fizeram enquanto Jesus era preso?

6- Qual foi a acusação feita por dois homens a Jesus que foi aceita pelos líderes religiosos?

7- O que fez Pedro no pátio da casa do Sumo Sacerdote (Grande Sacerdote)?

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