Nas lições anteriores vimos algumas perguntas que eram feitas a Jesus para que soubessem quem ele era. Também estudamos as respostas que Jesus deu por meio de palavras e ações. Nesta lição veremos mais sobre os últimos dias de seu ministério no mundo e o trabalho que foi o objetivo da sua vida: a salvação do mundo.
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Jesus entra em Jerusalém
Leia Mateus, capítulo 21.1 a 11
Jesus sabia que logo seria traído por um dos seus discípulos, e que permaneceria na Terra por mais algum tempo até que o matassem. Sabia tudo isto antes que acontecesse (Mateus 20.17 a 19). Escolheu por seguir o seu caminho, porque era para isto que ele havia vindo ao mundo.
A cidade de Jerusalém estava cheia de pessoas que vinham festejar a Páscoa. Era uma das vezes em que os homens judeus tinham de ir ao Templo, e muitos judeus viajavam com as suas famílias até Jerusalém. Quando jesus estava próximo a Jerusalém, enviou dois de seus discípulos a um povoado próximo para buscarem uma jumenta e um jumentinho. Eles obedeceram, encontraram os animais e os levaram até Jesus.
Algumas pessoas dizem que Jesus nunca disse ser o Messias e que ele mesmo nunca disse ser Deus. O evangelista Mateus diz claramente qual o motivo pelo qual Jesus queria chegar à Jerusalém montado em um jumentinho. Isso aconteceu para se cumprir o que o profeta tinha dito (Zacarias 9.9 e Isaías 62.11). Quando Jesus entrou em Jerusalém, as pessoas vieram, festejaram e o adoraram dizendo: “Hosana ao Filho de Davi! Que Deus abençoe aquele que vem em nome do Senhor! Hosana a Deus nas alturas do céu!” (Mateus 21.9). Essas palavras nos dizem o que as pessoas pensavam sobre Jesus. Elas diziam: “Hosana ao Filho de Davi!”. Em Mateus 22.41 e 42, Jesus faz uma pergunta aos líderes religiosos judeus sobre a identidade do Cristo. Jesus disse: “O que vocês pensam sobre o Messias? De quem ele é descendente?”. Os fariseus responderam: “De Davi!”. Assim, quando a multidão viu Jesus, e disse: “Hosana ao Filho de Davi!”, confessava a sua fé nele como seu Salvador, o Messias, o Cristo! As pessoas que se encontravam no portão da cidade, e os que ainda não haviam ouvido a Jesus, estavam impressionados sobre o que as pessoas diziam dele. Toda Jerusalém estava cheia de júbilo, e saiu atrás de Jesus para vê-lo e escutar o que ele tinha a dizer.
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Com que autoridade Jesus fazia estas coisas?
Leia Mateus, capítulos 21 a 23
Os líderes religiosos estavam preocupados e assustados. Estavam ofendidos com as palavras da multidão (Lucas 19.39, 40). Eles sofreram grande humilhação quando Jesus entrou no Templo e expulsou todos os que estavam fazendo comércio. Certamente os líderes religiosos tinham autorizado este comércio. Estavam também impressionados ao ver como Jesus curava os doentes.
No dia seguinte, quando Jesus voltou ao Templo, os líderes religiosos o esperavam. Não queriam que o ocorrido se repetisse. Esperaram até que a multidão se aproximou de Jesus para ouvi-lo falar, e o destrataram em público dizendo: “Com que autoridade você faz essas coisas? Quem lhe deu essa autoridade?”. Em outras palavras, eles queriam dizer: “Nós somos as autoridades aqui, nós dizemos o que está certo ou errado. Se Deus quer falar, ele o fará por nosso intermédio!”.
As pessoas que se consideravam grandes pecadores muitas vezes admitiram os seus pecados, se arrependeram, e seguiram a Jesus. Os que se julgavam grandes líderes religiosos desprezaram Jesus. Para destacar mais o seu ponto de vista, Jesus contou outra parábola, fazendo uma aplicação direta sobre si mesmo, e a sua missão. Por que você não revisa esta parábola agora? (Leia Mateus 21.33 a 43).
Jesus mostra nesta parábola que Deus Pai é como um dono de terras que envia os seus profetas para dizer às pessoas que dirijam os seus olhos e corações a ele, e o coloquem em primeiro lugar em suas vidas. Infelizmente as pessoas a quem Deus tanto ama, se rebelam contra ele e matam os seus profetas. Finalmente Deus envia o seu próprio Filho. Eles também o matam, mesmo sabendo quem ele é. Observe que novamente Jesus estava descrevendo fatos que ainda aconteceriam. Jesus finaliza a sua história dizendo que a única regalia que os judeus tinham, a de ser o povo de Deus, e a sua herança como povo do Messias, seriam removidas e oferecidas aos gentios. Gentios é um termo usado na Bíblia para descrever os povos não judeus. Os líderes religiosos estavam irados com Jesus pois eles sabiam o que Jesus estava dizendo e novamente foram ridicularizados diante das multidões. Mesmo sentindo raiva de Jesus, nada podiam fazer contra ele, pois as multidões tinham recebido a Jesus como um profeta de Deus.
Os líderes religiosos buscaram outras oportunidades para que as multidões se rebelassem contra Jesus. Enviaram outras pessoas para enganar a Jesus, para que dissesse algo de que o pudessem acusar. Outra vez Jesus frustrou os seus esforços e ainda fez com que ficassem em má situação diante da multidão. Em Mateus 22.46 lemos que eles finalmente se cansaram. Não podiam fazer nada enquanto a multidão estivesse ali. Precisavam de um plano para deixar Jesus sozinho.
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Tribulações e juízo
Leia Mateus, capítulos 24 e 25
Os discípulos de Jesus sentiam-se felizes com a reação popular a favor de Jesus. Cada vez que um líder religioso tentava arruinar o ensino de Cristo, Jesus o derrotava. Chegou a festa da Páscoa, quando se celebrava a liberdade da escravidão do Egito, dada por Deus ao povo de Israel. Era uma época apropriada para que o Messias tomasse o seu lugar e começasse a reinar como um rei. Os discípulos se sentiam contentes e orgulhosos, enquanto caminhavam entre os edifícios majestosos que estavam ao redor do Templo. No evangelho de Marcos 13.1 e 2, podemos ler como um dos discípulos ficou assombrado: “Mestre, veja que pedras e edifícios impressionantes!”. Você pode imaginar a reação daquele discípulo quando Jesus respondeu: “Você está vendo estes enormes edifícios? Pois aqui não ficará uma pedra em cima de outra; tudo será destruído!”? Deve ter sido uma grande caminhada de Jerusalém até o monte das Oliveiras. Os discípulos certamente estavam pensando na glória e no reino centrado em Jerusalém, com Jesus sentado no trono, dentro do Templo, e, é claro, no cargo que cada um deles teria. Mas agora Jesus estava dizendo que Jerusalém e o Templo seriam destruídos. Eles estavam muito confusos.
Isto também ocorre com muitos cristãos que pensam que a vida com Jesus significa glórias terrenas e a solução para todos os seus problemas. Porém Jesus diz a nós como disse aos discípulos, que as dificuldades continuariam no mundo. O evangelista Mateus aborda no final do capítulo 24, e em todo o capítulo 25, a vida cristã na expectativa do fim do mundo. Em vez de nos assustar, o nosso Senhor chama os seus seguidores para usarem estas informações como um chamado para a fé no único que virá no juízo final para julgar. Em Mateus, capítulo 25.31 a 46, Jesus descreve o juízo final como um quadro real. Todas as nações se reunirão diante dele como ovelhas que o seu pastor reúne no final do dia. Então separará as ovelhas dos cabritos. Os que creem em Jesus, as ovelhas, serão postos à direita, e serão abençoados com a herança celestial. À esquerda de Jesus, encontraremos os cabritos, que são os que nunca ajudaram aos necessitados. Somente pensaram neles mesmos, e mostraram o seu egoísmo ao não seguirem o Senhor. Não há herança e nem esperança para eles.
Algumas pessoas temem o dia do juízo final, o momento da verdade, quando todos terão de comparecer diante do Senhor. Que grande alegria é para o cristão reconhecer a honra que Jesus deposita nessas pequenas obras que temos feito pelos outros em seu nome. É como dar um copo de água a um menino, um abrigo ao desamparado, ou um remédio a um enfermo. Cada uma destas obras recebe uma palavra de bênção da parte de Jesus: “Quando vocês fizeram isso ao mais humilde dos meus irmãos, foi a mim que fizeram” (Mateus 25.40). Quando o Espírito Santo nos capacita para crermos em Jesus como nosso Salvador, ele também nos dá a vida eterna.
Você crê em Jesus como o Filho de Deus, como seu Salvador dos pecados? Então alegre-se! Fale com Deus usando a seguinte oração, ou ore utilizando as suas próprias palavras: “Pai Celestial, eu reconheço que sou um pecador, e que não consigo fazer o que tu desejas que eu faça em minha vida. Não posso, com as minhas próprias forças ou com o meu próprio poder, salvar-me e nem ganhar a vida eterna. Obrigado por enviares o teu Filho Jesus Cristo para morrer por mim e dar-me a nova vida. Que a fé em Jesus aumente a cada dia em meu coração e mente. Em nome de Jesus. Amém.”