Lilian, Marília e Denise tinham reunido todos os amiguinhos de perto de sua casa e estavam brincando de escolinha, com toda a seriedade que as crianças costumam ter quando estão brincando. Já haviam dado aulas de matemática, desenho e leitura, e agora iam dar uma aula de português.
As três professoras não tinham entrado num acordo sobre o que iriam ensinar. Uma queria ensinar verbos, outra substantivos e outra batia o pé, pois achava que sinônimos eram a coisa mais importante. Enquanto os seus alunos estavam numa conversa animada, as três finalmente concordaram que seria um exercício de sinônimos.
Para explicar o que era um sinônimo, foi dada uma explicação que poucos entenderam. Finalmente, após algum tempo, a explicação de uma das “professoras” ajudou muito:
– Sinônimo é uma palavra escrita de jeito diferente, mas que é a mesma coisa que outra palavra. Tá legal e bem entendido?
E na lousa foram escritas as palavras seguintes, com os respectivos sinônimos:
Mandamento igual a lei
Espelho igual a retrato
Norma igual a caminho, guia
Freio igual a trava
As palavras escolhidas pelas três pequenas professoras, nos levam a pensar na nossa vida cristã e nas obrigações como filhos de Deus. No Antigo Testamento, num livro da Bíblia chamado Deuteronômio, no capítulo 6, versículo 17, nós lemos as seguintes palavras: “Obedecem cuidadosamente a todos os mandamentos e leis que ele (Deus) lhes deu”.
Quando Deus criou o ser humano e o colocou no paraíso, Deus lhe deu um só mandamento: “Não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal”. Os homens pecaram e, por isso, Deus os expulsou do paraíso e lhes impôs trabalho e suor para toda a sua vida.

“Amem o Senhor, nosso Deus, com todo o coração, com toda a alma e com todas as forças” (Deuteronômio 6.5). “Ame os outros como você ama a você mesmo” (Levítico 19.18).
Deus havia colocado no coração dos homens o conhecimento da sua vontade, isto é, dos santos mandamentos que deveriam seguir. Os homens continuaram a pecar. Então, Deus escolheu um homem, chamado Moisés, e, chamando-o para o alto de um monte, entregou-lhe os seus mandamentos, escritos em duas tábuas de pedra.
Eram dez mandamentos e, até hoje, ainda devemos conhecê-los para podermos andar conforme a vontade de nosso Deus e Pai.
Nós somos pecadores e não conseguimos andar conforme esta vontade e, por isso, Jesus teve de vir ao mundo, para morrer por nossos pecados e cumprir em nosso lugar a lei de Deus.
Mas, por que temos ainda os dez mandamentos e por que devemos cumpri-los?
Os mandamentos servem de freio para as nossas vidas, isto é, através deles sabemos aquilo que é mau aos olhos de Deus. Os mandamentos nos seguram, para que não pequemos tanto.
Os mandamentos servem para que a gente saiba, como Deus vê a cada um dos pecadores. É uma espécie de espelho, de retrato de cada uma de nossas ações. A lei mostra os meus pecados, assim como um espelho mostra o meu rosto.
Os mandamentos servem para mostrar aos filhos de Deus o caminho certo de viver e de proceder. Serve como guia, como norma de nossas vidas.
Devemos pedir que Deus nos oriente com o seu Espírito Santo, e devemos ter fé em Jesus Cristo, nosso Salvador. Sozinhos nunca chegaremos aos céus. Jesus cumpriu todos os mandamentos em nosso lugar, e só a fé inabalável nele é que vai nos reconduzir ao nosso Pai celeste.
Vamos lembrar-nos do versículo que aprendemos na penúltima lição. O próprio Senhor Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim” (João 14.6).