O senhor Manoel andava triste e aborrecido. A dona Joana, que era sempre tão alegre e disposta tendo sempre uma palavra de bom humor para todos, também estava começando a ficar desanimada. Os vizinhos já estavam ficando preocupados com os dois.
Havia muitos anos que estavam casados e queriam muito ter um filho. Pensavam até em adotar uma criança, mas isto também era difícil. Dona Nair, uma enfermeira cristã e muito sua amiga, havia prometido ajudá-los, mas já se passara tanto tempo e nada…
O senhor Manoel e dona Joana muitas vezes sentavam-se para conversar a respeito do filho que tanto desejavam e não tinham. Também falavam a respeito da criança que talvez fossem adotar e que assim se tornaria seu filho querido. Conversavam a respeito do que representaria um filho para eles. Representaria a alegria, trabalho, amor, esforço, enfim, representaria mudar completamente a vida na casa. Haveria ruídos, canto de crianças, brinquedos espalhados, risos e choros diferentes.
Certo dia dona Joana estava no fundo do quintal, limpando um canteiro de cenouras e pensava que seria tão bom ter por perto um menino ou uma menina dizendo: “Mãe, quero só uma cenourinha, tá?”Familia
E nem sequer percebeu o seu marido aproximar-se e lhe dizer alegremente:
– Oi, querida. Venha ver o que dona Nair trouxe pra você!
Espantada, Joana foi com o marido.
No portão estava dona Nair com uma linda criança em seus braços.

No mesmo instante dona Joana percebeu que havia finalmente chegado o dia tão esperado no qual tomaria no seu colo um bebê que receberia deles todos os cuidados e todo seu amor de pais.
Tomando em seus braços aquele pequenino ser, disse, com os olhos cheios de lágrimas, mas com o coração transbordando de alegria:
– Querida criança, você representa para nós tudo o que mais desejamos: muito trabalho, muita alegria, muito amor! Você pode ter a certeza de que faremos tudo para fazer de você uma criança feliz!

“Nele vivemos, nos movemos e existimos” (Atos 17.28).
O que eu represento para nosso Deus e Pai?
Deus é amor, Deus é caridade, Deus é misericórdia, Deus é o nosso criador e Pai amoroso. Represento, por isso, um ser criado com amor, sustentado por sua bondade e constantemente cercado de sua misericórdia.
Quando Adão e Eva, tentados pelo diabo, cometeram o primeiro pecado, separaram-se de Deus. E, com eles, toda a sua descendência separou-se dele. Nós somos descendentes de Adão e Eva e por isso nascemos em pecado.
A desobediência dos seres humanos entristeceu profundamente a Deus. Deus sabia que agora toda a raça humana estaria condenada ao eterno castigo. O seu coração amoroso de Pai e Criador se comoveu. Num gesto de caridade e misericórdia, prometeu a Adão e Eva um salvador – o seu próprio Filho. Um salvador que deveria sofrer e morrer pelos pecados de Adão e Eva e de todos os seus descendentes.
Mas, por que tudo isto?
Porque Deus se importa com cada pessoa.
Deus nos criou com amor, nos sustenta com sua bondade e nos cerca com a sua misericórdia e, por isso, não quer que o pecado nos afaste dele. Ele não quer que nenhum de seus filhos vá para o inferno, para a morte eterna e condenação. Ele quer nos dar alegria no céu, após a nossa morte. Ele nos quer outra vez puros e sem pecados, assim como ele criou os primeiros seres humanos.
“Assim Deus criou os seres humanos; ele os criou parecidos com Deus. Ele os criou homem e mulher” (Gênesis 1.27).