Referência: Lucas 16.19–31
Versículo: “O pobre morreu e foi levado pelos anjos para junto de Abraão, na festa do céu. O rico também morreu e foi sepultado. Ele sofria muito no mundo dos mortos.” (Lc 16.22–23)
Na parábola do rico e de Lázaro, Jesus apresenta dois destinos profundamente diferentes, que revelam uma realidade que vai além do que os olhos podem ver. O pobre morre e é conduzido pelos anjos à presença de Deus, enquanto o rico também morre, mas encontra sofrimento.
O contraste não está apenas nas condições de vida, mas principalmente na direção do coração. O rico confiou em sua própria segurança e nas suas posses, enquanto Lázaro não tinha outra esperança além de Deus.
Jesus não ensina que a riqueza em si é o problema, mas alerta sobre o perigo de viver preso às aparências e confiar em coisas passageiras. Quando o coração se apega apenas ao que é visível, perde-se a sensibilidade para o que é eterno.
A parábola nos lembra que a morte revela aquilo que a vida muitas vezes esconde: em quem colocamos a nossa confiança. As riquezas podem até oferecer conforto temporário, mas não têm poder para garantir a vida eterna.
Em Cristo encontramos a verdadeira segurança. Ele é a riqueza que não se perde, a esperança que não falha e a vida que ultrapassa a morte. Nele, somos convidados a viver com os olhos voltados para a eternidade.
Assim, somos chamados a viver além das aparências, com um coração firmado em Deus e sensível ao próximo, especialmente aos que sofrem.
Oremos: Senhor Jesus, livra-nos da confiança nas coisas passageiras e ensina-nos a valorizar o que é eterno. Que nossa vida esteja firmada em ti e reflita a tua vontade. Amém.



.webp)
